sábado, 23 de outubro de 2010

sequência


toco a teia de ausência nesta tarde
que semelha mais outono
que verão

e o silêncio se me gruda à pele e arde
qual lamento de sem dono
gato ou cão

colhendo fado e infância em cada parte
deste réquiem de abandono
sem perdão

que ora entôo



Márcia Maia


4 comentários:

livia soares disse...

Muito bom, Márcia.
Fico feliz ao constatar a sua presença e persistência por aqui.
Os poemas estão cada vez melhores.
Um abraço.

Graça Carpes disse...

E tudo... Segue.

http://pulsarpoetico.zip.net

Creito disse...

beleza. é tão bom ler você, e fingir estar aprendendo um pouco...rs

beijão!

Antonio Siqueira disse...

Ultimamente tenho lido bastante seus poemas e me comôvo, amiga. Maravilhosa!
Grande beijo