terça-feira, 10 de setembro de 2013

como tatuagem


de onzes de setembro faz-se a vida
a fogo e sangue em círculos se inscreve
setenta e três dois mil e um ou num
cinqüenta e cinco anônimo e longínquo
que importa quem relembra quem renega

a dor sabe de cor em quem doeu




Márcia Maia




3 comentários:

Flávia disse...

bonito e doído, Márcia.

gostei muito. parabéns pela qualidade dos seus escritos.

um beijo!

wind disse...

Ninguém esquece.
Beijos

Antonio Lopes disse...

muito bonito,embora triste. É função da arte não deixar esquecer;a dor sabe de cor,em quem doeu. Doeu em nós todos,que somos sensíveis. Beijos.