domingo, 12 de agosto de 2012























De meu pai herdei a cor da pele
e um leve inclinar da cabeça
para a direita
nas fotografias.
Um jeito intenso de viver
amar e dar presentes.
Uma afabilidade cúmplice
no trato com as pessoas
além da profissão
exercida como sacerdócio.
O gostar de almôndegas
cozido e guisado
a mania de cortar toda a carne
no prato
antes de comê-la
e o incômodo de acordar
às quatro e meia
quando poderia dormir
até às dez.



Márcia Maia


3 comentários:

Lara Amaral disse...

Que homenagem mais singela, e que lindo poema!

Beijo.

wind disse...

Que ternura:)
Beijos

Ricardo Mainieri disse...

Lindo depoimento poético. Vi na menina Márcia da foto, a futura Márcia de luta & poesia. Beijão. Ricardo Mainieri