sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

vigília


ainda um pouco de noite
na noite
o silêncio alternando-se
com a brisa
os passos apressados de
algum retardatário meio-
tonto de bebida ou de cansaço

talvez um cão
decerto um gato

e essa vontade antiga
vã e velada
de que se prolongue
para sempre a madrugada



Márcia Maia


3 comentários:

Henrique Pimenta disse...

o tom
cinematográfico

gosto

heretico disse...

não há noite que sempre dure! nem madrugada que não acabe...

raros os dias limpidos e puros!em que importa teimar.

belíssimo.

Celso Mendes disse...

Noite, silêncio, brisa com um toque de boemia: coisas que me encantam...

Belo, belo!