sexta-feira, 12 de novembro de 2010

poeminha noturnamente urbano


ruído de automóveis
e vozes embriagadas
mais uma canção de gosto duvidoso
ferem a noite que se queria silenciosa

(o caminhão do lixo parece uma locomotiva)

e nada mais há que fazer
senão desistir do poema e janelas
fechadas deixar-se embalar pelo resmungar
(monotonamente familiar) do aparelho de ar condicionado



Márcia Maia


3 comentários:

Celso Mendes disse...

Gosto demais desse tom que usa para falar do cotidiano. Maravilha!

Beijo, amiga!

ângela f. marques disse...

que bom reler-te.........!

beijo

wind disse...

Dia 16 tens lá uma coisita para ti:)
Beijos