domingo, 9 de maio de 2010

Do verbo amar

27.09.2004















Sabe, minha filha, eu engano tanto Deus, disse mamãe. Eu ri.Engana como, perguntei. Assim: quando seu pai morreu e vocês seis eram tão pequenininhos, eu pedia a Ele que me deixasse viver pra ver vocês adultos, cada um formado ou na faculdade, donos das suas vidas, porque então eu poderia morrer tranquila. Mas, aí, você casou e teve Felipe. E eu pedi a Ele pra me deixar ver Felipe crescer. Sem falar nos outros netos. Quando Felipe fez vestibular pra medicina, pedi pra Ele me deixar ver Felipe médico como o avô. E agora que Letícia nasceu, perguntei eu, que já não sabia se ria ou chorava, vai pedir mais um tempinho? Não, ela disse. Agora, não mais, que já estou velha. Mas tenho pedido, todo dia, pra Ele cuidar de você e lhe deixar viver até, pelo menos, você ser bisavó.



Márcia Maia

8 comentários:

Lou Vilela disse...

Fiquei emocionada, minha cara!

Feliz dia das Mães!

Beijos,
Lou Vilela

Carol Timm disse...

Marcia,

Lindo demais!! Como a vida é surpreendentemente bela...

Eu desejo a você e todas as mães de sua família um lindo Dia das Mães!

Beijos,
Carol

Ricardo Mann disse...

E a família vai aumentando...

dade amorim disse...

Tão linda essa sequência da vida!

Que vocês tenham tido um lindo domingo e que ele ilumine toda a semana, Márcia.

Beijo beijo.

wind disse...

Que maravilha de ternura:)
Beijos

addiragram disse...

Lindo. A nossa viagem através do Tempo.

Um abraço

Moita disse...

fiquei emocionado duplamente.
Pelo conteúdo e pelo estilo do texto. Prabéns pelos três. rsss

O outro foi pelo bebê. rss

Wasil Sacharuk disse...

Não creio em deus, mas me rendo a esse amor maravilhoso. Que a vida as abençoe.

Beijos muitos

e um beijinho atrasado pelo aniversário de Letícia.