terça-feira, 30 de março de 2010

A lua por epígrafe


Entardecia. A lua — a mesma lua — de novo se mostrava ao céu daquela rua. A mesma rua. E eu pensava na história. Nas histórias. Na que ali vivera. Na que ali vivia agora. E não percebia que era a vida uma mesma e única história. Que ali se repetia. Noutro tempo. Travestida de outra história. Tendo a lua por epígrafe. E o mesmo travo agridoce reservado ao brinde final.



Márcia Maia

Um comentário:

Ricardo Mann disse...

Sensacional! Pura poesia em forma de prosa.