sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Verde vida en la ventana


                                    para Gerusa


Quando voltou, a esperança ainda estava lá. Pousada tranquilamente sobre o computador. Nem ligou para a janela que, deliberadamente, deixara aberta na esperança de não aprisioná-la. Porque uma esperança prisioneira decerto é pior que esperança alguma. Ou não. Visto que nesse exato momento, abria as asas e voava até a borda da janela. Para em seguida, pousar na tela do monitor como a espreitar o que, sobre ela, ele escrevia.



Márcia Maia


2 comentários:

wind disse...

Fabuloso!
Beijos

Antonio Lopes disse...

a esperança é teimosa,a tua inspiração é sutil..adorei...