quarta-feira, 21 de setembro de 2011

eulália


nada tinha de árvore
embora nascida em vinte e um de setembro

tampouco de tagarela
como insistia seu nome de batismo

cuidava as palavras
como quem rega a flor mais bela sem colhê-la

sabia-lhes os segredos seu tesouro

e embora nos tenha apartado a bruma da vida
com certeza muito mais os sabe agora



Márcia Maia


4 comentários:

Sueli Cavendish disse...

Gosto desse título Marcia: Um tolo desejo de azul

Adriana Karnal disse...

leste a língua de eulalia do marcos bagno? vale a pena, teu poema tbm vale a pena

Antonio disse...

um comovente retrato tirado por uma poetisa. só quem tem esse dom, consegue transformar o cotidiano em poesia. sou seu admirador
sou do blog poetas de guarulhos, tb
http://poetasdeguarulhoseoutrosversos.zip.net

mfc disse...

A sabedoria das palavras certas!